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15 . Oct . 2017

Ironman 2017 :: A visão de um entusiasta

O Ironman do Hawaii 2017 entra para a história como uma das mais emocionantes de todas as 39 edições da prova. Seu protagonista maior, o alemão Patrick Lange, dono de um perfil carismático, quebrou todos as bancas de apostas que colocavam Jan Frodeno e Sebastian Kienle comoo os favoritos da prova e venceu com consistência pela primeira vez e, de quebra, ainda com o recorde mundial. Debochado pelos seus conterrâneos no pódio no ano passado, Lange deu a volta por cima e ainda recebeu o abraço das duas maiores lendas do esporte na linha de chegada, os americanos Mark Allen e Dave Scott. Desde a épica batalha na edição de 2010 entre Chris McCormack e Andreas Raelert, vencida por Macca, que não víamos na prova masculina uma batalha tão intensa. Lange saiu para correr pouco mais de 11 minutos atrás dos líderes, após ter saído em 16º da água mas no pelotão agrupado e ter pedalado apenas o 12º (4h28, 16 minutos acima do recordista da prova, o austríaco Cameron Wurf, 17º ontem). Correndo a maratona em 2h39″59, Lange simplesmente “amassou” todo o grupo que corria à sua frente. Um a um ele foi recuperando o tempo perdido até alcançar o líder até então, o canadense Lionel Sanders, que foi ultrapassado a pouco menos de 7 kms para a chegada. Sanders não reagiu e deixou o caminho livre para o novo campeão mundial e recordista da prova. O final ainda reservava outra surpresa. O britânico Dave McNamee ainda ultrapassou o alemão Sebastian Kienle para completar o pódio masculino dessa edição. Incríveis 8h01″40 no “inferno” havaiano, que eu particularmente ainda não conheço. No feminino, deu a lógica. Atualmente a suíça Daniela Ryf não tem adversárias. Mesmo enfrentando dificuldades de adaptação no pedal (segundo a mesma não estava entendendo o que estava se passando com seu corpo até o km150 do ciclismo), se manteve calma e esperou pacientemente que a prova começasse a funcionar para ela. Nos últimos 20km de pedal Ryf simplesmente tirou os 5 minutos que a separava das líderes e ainda entregou a bike na frente para fazer uma das melhores corridas do dia e vencer com uma diferença de aproximadamente 7 minutos para a vice-campeã, a “rookie” britânica Lucy Charles. A australiana Sara Crowley completou o pódio. Verdadeiramente uma prova onde os favoritos não se deram bem, essa edição do Ironman do Hawaii deixou algumas lições. Foi uma edição onde quem trabalhou em silêncio durante o ano e sem muita performance midiática se deu bem. Entre os BRASILEIROS, duas performances distintas e muito iguais no tempo final. O Brasil coloca nessa edição do Ironman dois brasileiros entre os TOP 15 PRO MEN. Thiago Vinhal foi o 13º com 8h27″24 e Igor Amorelli foi o 14º chegando dois segundos depois. Igor optou por fazer uma prova performática (não no sentido ruim, mas no sentido de mostrar para a mídia que o Brasil tem um atleta muito forte e que ainda pode fazer bonito no Hawaii). Amorelli se manteve entre os líderes durante os primeiros 110 kms e durante algum tempo os olhos do mundo estiveram direcionados para a sua performance, mantendo-se na liderança por quase 10km até quase a chegada em Hawi, quando Kienle chegou no pelotão e assumiu a ponta junto com Sanders. O brasileiro acabou pagando o preço na corrida, com o tempo de 3h08″27 na maratona. Para ser top10 hoje no Hawaii é preciso correr abaixo de 2h50. Vinhal optou por fazer sua estréia no Hawaii com uma performance mais consistente e equilibrada. Teve paciência para se manter entre os 25 primeiros do ciclismo e entregou a bike com uma diferença de 25 minutos para os líderes. Correndo a maratona em 2h55, foi recuperando terreno até figurar entre os top15 do mundo. Reinaldo Colucci voltando ao Hawaii teve problemas na corrida, completando a maratona acima das 4h, finalizando a prova na 38º com o tempo de 9h38″30. E fica a dica. O IRONMAN se resolve mesmo é na corrida. Sendo um bom ciclista e conseguindo se manter entre os líderes, certamente o bom corredor é que vencerá. Fantástica mesmo foi a evolução do Ironmanlive.com, que desenvolveu aplicativos excelentes que deixaram nós, fãs da informação, loucos com todos os mecanismos de busca disponíveis para atualizarmos em tempo real a performance dos atletas. O “tracker” disponibilizou tradução para a língua de origem do internauta, rastreadores individuais e um “passo a passo” dos líderes, tanto entre os profissionais quanto no Age Group. Simplesmente sensacional. Que venha 2018. Alguém me leva pra lá para performar na informação ? Aproveito para deixar aos que chegaram até aqui o meu “parabéns” à todos os professores pelo dia de hoje, que é de todos nós.

photo: FLOW JOURNAL on Instagram