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23 . Dec . 2016

São Paulo se prepara para a São Silvestre

A São Silvestre é sem dúvida nenhuma a mais famosa e tradicional corrida do Brasil. A prova reúne no último dia do ano corredores que chegam de todas as regiões do país. Com uma altimetria diferenciada, com muitos aclives e declives, a prova se caracteriza como uma corrida desafiadora. Dada a grande quantidade de pessoas na corrida – cerca de 30 mil –, a maioria dos anônimos que tomam as ruas da capital paulista abrem mão de performance para curtir a virada do ano de uma forma diferente.

A temperatura da prova é outro desafio. O mês de dezembro em São Paulo, no horário da largada (às 9h para o público em geral), costuma registrar temperaturas que chegam a 32 graus, e muitas vezes os participantes são brindados com as famosas chuvas de verão.

Fotos: Fernanda Paradizo A entrega de kit da prova acontece entre os dias dias 27, 28 e 29, das 9h às 19h, e no dia 30, das 9h às 16h, no Ginásio Mauro Pinheiro (Rua Abílio Soares, 1300), no Ibirapuera.

A 92ª edição da prova reunirá vários nomes de destaque do atletismo. A maior estrela já confirmada é a atual campeã olímpica de maratona, a queniana Jemima Sumgong. Outro destaque do feminino também confirmado vem da Etiópia e já é bem conhecida por aqui. Bronze nos 10 mil metros no Mundial de Atletismo de Berlim em 2009, Ymer Ayalew é tricampeã da São Silvestre (2008, 2014 e 2015) e retorna à capital paulista para tentar o tetra. No masculino, o etíopes Dawit Admasu, campeão da São Silvestre 2014, e Leul Aleme, campeão da Meia Maratona do Rio 2014 e vice na São Silvestre 2015, retornam a São Paulo para brigar pelo título. O queniano Paul Kemboi, campeão da Tribuna de Santos 2016, e William Kibor, que venceu a Meia Maratona de Las Vegas 2016, são alguns dos nomes já confirmados para compor o pelotão estrangeiro.

Entre os brasileiros, que não vencem a prova desde 2006 no feminino, com Lucélia Peres, e desde 2010 no masculino, com Marilson Gomes dos Santos, os destaques são Giovani dos Santos e Joziane Cardoso. Os dois atletas se destacaram este ano no calendário nacional.

Giovani foi bicampeão da Meia maratona de São Paulo, campeão da Meia maratona do Rio de Janeiro e penta da Volta da Pampulha. O melhor resultado do brasileiro na prova foi a 4ª colocação conquistada em 2010, 2012 e 2013.

Joziane foi campeã da Meia Maratona do Rio de Janeiro e vice na Meia Maratona de São Paulo e na Volta da Pampulha. Na edição passada da São Silvestre, a atleta ficou na 5ª posição, sua melhor colocação na prova.

A largada será na Avenida Paulista, altura da rua Ministro Rocha Azevedo, e a chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Confira aqui imagens de edições anteriores da prova e algumas informações importantes para quem vai encarar no último dia do ano a corrida mais tradicional do Brasil.

Muita gente corre fantasiada e existe todo um folclore em relação a isso. Esse é o espírito da São Silvestre, em que os corredores têm a oportunidade de celebrar o último dia do ano fazendo aquilo que mais gostam, ou seja, correr.

Muitos participantes que levam placas para a largada e correm fantasiados chegam bem cedo para se posicionar na frente e poder dar um tchauzinho para a câmera de TV. Se o objetivo é correr para tempo, é preciso se posicionar nas baias cerca de 1h30 antes da largada e abrir mão do aquecimento.

A São Silvestre é uma prova atípica, com grande quantidade de pessoas e sem uma largada organizada por baias de performance. Assim que der o sinal de largada, cuidado com os eventuais empurrões, cotoveladas e atropelos nos primeiros metros de prova, que são muito comuns. Mesmo largando mais à frente, o participante correrá muito tempo “encaixotado” e só conseguirá se desvencilhar da multidão após alguns quilômetros (por volta do km 3 ou 4), quando aí sim poderá imprimir o ritmo habitual.

Recentemente, os organizadores anunciaram leves mudanças no percurso, tirando algumas ruas mais estreitas do trajeto, para proporcionar um melhor fluxo aos corredores. O novo percurso conta com ruas mais largas, menos curvas e trechos mais arborizados, tornando a prova, pelo menos na teoria, mais rápida.

Perto do km 12,5 os atletas têm pela frente a subida da Avenida Brigadeiro Luís Antônio, temida pela maioria dos participantes. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é tão íngreme quanto parece, a não ser nos 400 m finais, quando se torna um pouco mais inclinada. Mas é nesse ponto também em que o público faz a diferença e as pessoas se aglomeram para apoiar os corredores no quilômetro final de prova. Quando finalizar a Brigadeiro, é só dobrar à direita para entrar na Avenida Paulista. Ali são apenas mais 600 metros de prova o pórtico de chegada. É sem dúvida a parte mais emocionante da prova.

Para informações sobre a prova e o evento, clique aqui para ver o Manual do Atleta.