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06 . Jul . 2017
Categorização de Subidas

Julho é mês de Tour de France, o maior evento esportivo anual do mundo. Durante 23 dias, quase 200 dos melhores ciclistas da atualidade representam suas equipes ao longo de aproximadamente 3.500km das mais belas estradas da França e de alguns países vizinhos, em busca de uma parte da maior bolsa de premiação do ciclismo e da tão cobiçada Maillot Jaune, a Camisa Amarela. Durante as transmissões, é comum que os locutores e comentaristas de TV façam referência ao grau de dificuldade do percurso de acordo com as categorias das escaladas do dia – mas você sabe de onde vêm esses números?

Segundo a UCI (União Ciclística Internacional), as subidas são classificadas em quatro categorias, baseadas no seu grau de dificuldade. Há também uma quinta classe, Hors Categorie (além das categorias), reservada apenas para rotas excepcionalmente duras.  Para que uma subida seja categorizada, ele deve ter no mínimo 500m de extensão e uma inclinação média superior a 2%. Nas provas ciclísticas internacionais, a classificação é um pouco subjetiva – além de levar em conta o ganho de altimetria e a distância percorrida, considera-se também em que altura da corrida a montanha aparece – uma subida Categoria 3 do começo de um percurso poderia ser classificada como Categoria 2 se fosse percorrida ao final de 200km duros, por exemplo.

Software como o Strava e o MapMyRide passaram a utilizar um sistema matemático baseado no oficial, porém desconsiderando o fator subjetivo, de forma que os segmentos sejam sempre avaliados da mesma forma. Para definir a classificação de uma subida, multiplica-se o seu comprimento (em metros) pelo percentual médio de inclinação, vezes 100. O número mínimo que torna uma subida “categorizável” é 8.000, ou seja: uma subida de 2km com 4% de inclinação media, ou uma rampa de 500m com 16% de inclinação.

Entenda a classificação e veja algumas referências de subidas famosas no Brasil. Ao final, conte pra gente: qual é a subida mais dura na sua região e qual a classificação dela?

Categoria 4

São as mais fáceis entre as subidas categorizadas, com número de classificação entre 8.000 e 16.000. Em geral, têm inclinação média entre 2 e 4% e comprimento até 4km. Podem também ser rampas curtas e muito íngremes.

No Brasil: Subida do Tira-Saia, na Rodovia dos Romeiros (SP); Morro dos Cabritos e Grota Funda (RJ); Subida da QI 23 (DF).

 

Categoria 3

São mais duras que as anteriores – para os brasileiros, já costumam aparecer na forma de pequenas serras. Têm número de classificação entre 16.000 e 32.000, o que significa uma inclinação média 3% para subidas em torno de 10km ou até 10% ao longo de 3km.

No Brasil: Morro da Cruz (SC); Pico do Jaraguá (SP); Serra do Piloto (RJ).

 

Categoria 2

Neste ponto começam os verdadeiros problemas daqueles que não são escaladores – são as subidas com número de classificação entre 32.000 e 64.000. Se tiverem pequena inclinação, são necessariamente longas, com cerca de 12 a 15km de extensão. E se não forem longas, são certamente bastante íngremes.

No Brasil: Copa VO2 (SP); Estrada das Canoas e Mesa do Imperador (RJ).

 

Categoria 1

Na Europa, são os passos de montanhas. Têm número de classificação entre 64.000 e 80.000 e raramente têm menos de 10km de extensão, com inclinação média podendo chegar a impressionantes 8%.

No Brasil: Serra do Mar (PR); Serra Velha de Campos (SP); Serra da Estrela (RJ).

 

Hors Categorie

Mesmo no Brasil, são muitas vezes erroneamente chamadas de montanhas. São grandes desafios mesmo para os ciclistas mais experientes, tendo mais de 20km de extensão ou longos trechos com inclinação acentuada, acima de 7 ou 8%.

No Brasil: Morro da Igreja, Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco (SC); Serra Bertioga-Mogi e Serra Nova de Campos (SP); Serra de Petrópolis (RJ).

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